Bióloga salva Arara-azul da extinção

“As pessoas convivem com a natureza, mas não estão atentas. Se não contarmos com as crianças que são o futuro, com o tema da natureza, muita coisa pode ser perdida”

Aproximadamente 800 mil psitacídeos são vendidos ilegalmente por ano no mercado mundial. A arara-azul esteve em vias de extinção porque foi perseguida diariamente por caçadores que depois as comercializavam no mercado negro.

Graças a Neiva Guedes, bióloga, pesquisadora e professora, a Arara-azul-grande saiu da lista de espécies em vias de extinção. O seu trabalho pioneiro revelou-se fundamental na conservação da espécie: “Fiz mestrado em Ciências Florestais e a Arara Azul foi objeto do meu mestrado. Acabou por se tornar um projeto de vida, porque era tão envolvente o trabalho, que acabei por me dedicar quase 30 anos a ele”, afirmou Neiva.

“Comecei por não saber nada de araras. Isso tornou-se o meu propósito de vida. É um bicho tão bonito e as outras pessoas precisavam de ver as araras no seu habitat natural”, revela Neiva. Foi assim que teve início o Projeto Arara Azul. Neiva estudou a vida das araras, testando e produzindo ninhos artificiais, ovos e filhotes, mas acima de tudo envolveu a população e divulgou a importância de manter as araras na natureza. Assim Neiva conseguiu que estas belas aves, que nas últimas décadas se estavam a tornar raras, voltassem a ser comuns e abundantes em várias regiões do Pantanal e Estado do Mato Grosso do Sul, no Brasil.

O projeto tornou-se assim um exemplo de conservação e tem servido de referência para outros psitacídeos no Brasil e no mundo.

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