Cientistas encontram na relva nova fonte de proteína.

De acordo com um grupo de cientistas do instituto nacional do alimento da universidade técnica de Dinamarca (DTU) e da universidade de Aarhus em Dinamarca, a relva está a ser estudada como nova fonte de proteína para as dietas vegetais (e não só).

“A ideia é que vamos comer muitos produtos à base de relva. O mercado é cada vez maior, especialmente entre os jovens consumidores que, felizmente, prestam grande atenção ao meio ambiente e à sustentabilidade.”

Apesar da natureza fibrosa da relva é difícil de digerir e metabolizar pelos seres humanos, os investigadores desenvolveram um método de destilar o pó proteico da matéria da relva. O pó resultante tem um perfil semelhante aos aminoácidos da soja, dos ovos e do whey e vai poder ser utilizado em inúmeras aplicações, assim que concluírem a minimização do seu sabor amargo.

“A nossa ambição é que a pesquisa do Instituto Nacional de Alimentos possa tornar a utilização da relva rentável. Queremos que seja capaz de competir com produtos baratos, como a soja. Deve ser barata no comprar, oferecer boa funcionalidade nos alimentos, e deve ser saborosa”, disse Peter Ruhdal Jense, professor do Instituto Nacional de Alimentos da DTU, à FoodnavigatorUSA. “Desta forma, o Instituto contribui para nos aproximarmos de uma mudança radical nos nossos hábitos alimentares – afastando cada vez mais as proteínas animais que têm um impacto negativo sobre o meio ambiente”. disse Jensen.

A comercialização desta nova proteína vai depender da aprovação da União Europeia deste novo ingrediente como seguro para o consumo humano, um processo que vai ser apoiado por novas investigações científicas.

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