Entrevista a Bebiana Cunha, olha para uma eleição pelo PAN.

Bebiana Cunha, tem 33 anos e nasceu na freguesia da Sé, no Porto. Cresceu entre o meio rural e o meio urbano e este ano foi candidata às autárquicas pelo partido PAN. Fica a conhecer um pouco mais sobre esta mulher inspiradora da causa de todos nós.

Bebiana, como foi a sua infância?

B. – Fui muito paparicada, talvez por ser a mais nova dos primos, dos sobrinhos, a filha e irmã mais nova. O meu irmão e a minha mãe tiveram um papel fundamental na transmissão de valores que considero muito importantes para a pessoa que sou hoje. A minha mãe era professora primária, pelo que as primeiras memórias são de contextos escolares. Isto fez com que aprendesse a ler e a fazer contas consideravelmente cedo e tais experiências despertaram-me o interesse por perceber o mundo e a natureza das coisas. Estas contingências de ir com a minha mãe para o trabalho revelaram-se muito positivas pela proximidade que nos foi permitida, mas também pelas muitas oportunidades de me relacionar com outras pessoas. Os vários papéis que a minha mãe desempenhava foram fundamentais para me levar a perceber o caminho a trilhar na educação para a igualdade de género.

E quando é que tomou a decisão de se tornar vegana?

Mais tarde, aos 14 ou 15 anos considerei ser vegetariana, mas acabou por ser uma decisão que só retomei quando comecei a cozinhar mais a sério, já tinha 23 anos. Recordo uma conversa de esplanada com uma amiga sobre a alimentação e os hábitos que nos são incutidos. Falávamos sobre a produção intensiva de animais e como era desnecessário submeter os animais a esse processo. Aí, iniciei uma etapa gradual de mudança de hábitos, primeiro deixei de comer carne (sem estender ao peixe), depois deixei de consumir laticínios (à exceção do queijo). Em 2012, com a Declaração Internacional da Consciência, e em conversa com o meu companheiro de vida, após um fim de semana em Miranda do Douro, onde excessivamente tínhamos comido muitas refeições com queijo, decidimos conjuntamente deixar de comer queijo de origem animal. A forma como falo, parece que se tratava mesmo de uma dependência, não estando muito longe da verdade, pois como sabemos o queijo é bastante aditivo. Concluindo, tornei-me vegana em 2012. Gostava que tivesse sido mais cedo, mas independentemente disso, é uma decisão que me fez e faz uma pessoa mais feliz. 

Quais são as medidas que considera mais importantes a tomar no nosso país?

B: Gostava de contribuir para uma sociedade mais feliz, com as ferramentas necessárias para lidar com as mudanças climáticas e sociais que iremos (já estamos a) vivenciar de promover relações interpessoais e contextos saudáveis e isso faz-se com políticas sociais, laborais, de saúde e educativas. A educação, a meu ver, tem um papel fundamental num país e para o PAN é necessária uma revolução, transformando a Escola em comunidades educativas, onde os ritmos individuais são respeitados, se educa para as emoções e se aprende a partir da natureza, através dos mais diferentes modelos de inovação educacional. Quando falamos em trabalho, há um grande debate que tem de ser feito na sociedade e prende-se com o mito do pleno emprego, juntamente com o papel que o trabalho e as relações laborais devem assumir na sociedade. Os nossos compromissos estão bem vincados e no nosso programa eleitoral para as eleições legislativas deste ano, que desde já convido todos a conhecerem no nosso site, assumimos que iremos pugnar por uma lei do clima, pois é necessário fazer muito mais do que se tem feito e tratar com a devida emergência este tema. Proporemos mudanças sérias no que diz respeito à mobilidade, com uma aposta forte na ferrovia, nas linhas de metro e na mobilidade suave, uma democratização e descentralização na produção de energia, incentivando à eficiência energética das casas, bairros, aldeias e cidades.

Lê a entrevista completa na próxima revista Weggan dia 9/10/19

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